Como Decorar Com Bossa

O corredor não precisa se limitar a mero espaço de circulação. Oito propostas a seguir apontam como decorar e valorizar este ambiente com arte, design e criatividade. Veja as sugestões da equipe de Casa Vogue!

  (Foto: Divulgação)

Mil sensações – Fabio Morozini

Um corredor comercial com aura de casa. Com esse conceito, Fabio Morozini quis proporcionar as mais diversas impressões às pessoas que atravessam de um ambiente a outro do 25º andar do edifício em São Paulo. Inspirado nos anos 1970, ele optou por carpete especialmente desenhado e executado pela Santa Mônica, revestimento nobre de parede – linho da Wallcovering –, e molduras de portas e rodapés de latão escurecido, da Santa Luzia. E por que não mobiliário? Banco de couro natural em capitonê, da Artefacto, cômoda de laca preta, vasos e banquetas, da L’oeil, conduzem a um conforto que desacelera o ritmo frenético da metrópole. Em primeiro plano, fotografia de Mario Testino, trazida de Nova York.
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Corredores  (Foto: Divulgação)

Portinhas secretas – Patricia Martinez

No apartamento localizado em São Paulo, o corredor liga o hall à área íntima, passando pela brinquedoteca. Com essa disposição na cabeça, a arquiteta Patricia Martinez pensou em uma atmosfera lúdica e projetou os armários de carvalho com três tamanhos de portas e três tons de laca azul, tudo executado pela Di Legno Marcenaria. A alvenaria que constava na planta original foi substituída por um armário com portas de vidro (à esq.), da Ornare, que pode fazer as vezes de lousa branca, além de armazenar os brinquedos das crianças. O piso de madeira da Oscar Ono esquenta a passagem e completa a sensação de aconchego, assim como a iluminação da La Lampe.
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Corredores  (Foto: Divulgação)

Túnel em movimento – Mauricio Queiroz

Como o apartamento na capital paulista prima pelo estilo sóbrio, o arquiteto Mauricio Queiroz decidiu ousar no corredor que liga a ala social às suítes. “O plano era um novo local, um túnel que conduzisse as pessoas à área íntima”, conta. Para imprimir uma ideia de movimento à passagem, as paredes foram revestidas de placas de MDF com pintura em laca, produzidas em diferentes espessuras pela Marcenaria Lisboa. Pensando no conforto, o piso recebeu carpete da Avanti Tapetes, e a iluminação se faz de maneira indireta, por meio de uma sanca de gesso. Os balizadores, da Labluz, dispostos próximo ao piso, ajudam a guiar o percurso.
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Corredores  (Foto: Divulgação)

Biblioteca aberta – Una Arquitetos

O objetivo principal: um “não corredor”.  Assim define a arquiteta Cristiane Muniz a passagem que liga os quartos ao restante da casa em São Paulo, concebida pelo escritório Una Arquitetos. “Os proprietários queriam uma biblioteca, então aproveitamos a circulação aberta, que se conecta com vários espaços e permite diferentes acontecimentos ao longo da residência”, diz. O corredor segue a unidade da construção, que tem o mesmo assoalho de ipê em toda a extensão. A parede – a própria estrutura de concreto da morada – abriga prateleiras de madeira com portas vermelhas – móvel descomplicado e prático projetado pelo escritório e executado pela Marcenaria da Fazenda. A madeira também está presente no forro, mas, aqui, de outro tipo: placas de compensado naval. A iluminação é de Ricardo Heder.
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Corredores  (Foto: Divulgação)

Leveza no alto – David Bastos

O corredor que dá acesso às suítes do segundo pavimento faz parte do projeto de uma casa de praia em Trancoso, na Bahia. Não por acaso, esta área de circulação ganhou fotos da paisagem local, clicadas por Sabrina Balassa – a intenção era criar uma atmosfera mais suave. Essa leveza é ainda mais valorizada coma pintura acrílica branca das paredes e o piso de resina de poliuretano, da Resinfloor, igualmente claro. Além, é claro, da sensação de amplidão proporcionada pelo pé-direito de 3 m, cujo forro de madeira de reflorestamento acompanha a inclinação do telhado da residência. “A madeira quebra a claridade do branco e traz aconchego”, explica o arquiteto David Bastos. Iluminação de cobre da Lightworks e objetos da L’oeil.
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Corredores  (Foto: Divulgação)

Arte popular – AMZ Arquitetos

Os dois corredores que atravessam o apartamento na capital paulista foram transformados em espaço de exposição, para que a proprietária – galerista e colecionadora de arte popular – pudesse exibir as obras de seu acervo. No percurso que atravessa as salas de jantar e estar e cozinha e desemboca no hall de entrada e na sala de TV, a estante permite a passagem da luz natural durante o dia, além de “enquadrar” algumas esculturas quando vistas da sala. O trilho embutido de iluminação comporta luminárias de LED da Cia de Iluminação, com temperatura e cor apropriadas para obras de arte. “É um sistema bastante flexível, que pode mudar de acordo como que estiver exposto, como em uma galeria”, explica o arquiteto Pablo Alvarenga. No espaço, encontram-se trabalhos de artistas como Nino (1920-2002), Germana Monte-Mór, Zé do Chalé (1903-2008), Chico Tabibuia (1936-2007), Casimiro de Abreu e Artur Pereira (1920-2003).
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Corredores  (Foto: Divulgação)

Pedra preciosa – Luciana Teperman

A residência do jovem casal apaixonado por arte contemporânea recebeu uma grande reforma. Localizado nos arredores de São Paulo, o imóvel ganhou piso de mármore calacata oro, executado pela Tamboré Mármores, em toda a área social, estendendo-se ao corredor que liga o bloco composto por living, sala de jantar e lavabo social à cozinha e à louçaria. Como a paginação do piso foi bastante estudada, as placas usadas são da largura do corredor, de forma a evitar ao máximo as emendas entre elas. “O desenho natural do mármore foi milimetricamente acertado para que passasse a impressão de uma obra arte”, explica a arquiteta Luciana Teperman. Telas do escocês radicado em Londres David Batchelor (ao fundo) e dos brasileiros Odires Mlászho (à esq.) e Sesper (à dir.). O projeto luminotécnico é de Neide Senzi.
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Corredores  (Foto: Divulgação)

Por entre o verde – Jacobsen Arquitetura

A jovem família queria um refúgio para chamar de seu e por isso optou por uma casa de campo no interior paulista, buscando relaxar nos finais de semana. O terreno em desnível serviu de base para a construção com estrutura metálica e cobertura de madeira laminada formada por dois volumes independentes que se interligam por um corredor de pé-direito mais baixo. A passagem está entre as alas sociais – jantar, lareira e varanda coberta – e a área externa – varanda descoberta, piscina, spa e cozinha gourmet, além das escadas que levam aos quartos. “Trouxemos o máximo da natureza para dentro da residência”, explica Bernardo Jacobsen, que criou o projeto ao lado de Paulo Jacobsen. Assim, o corredor ganhou jardim interno assinado por Gil Fialho e luz natural complementada pela iluminação da Lightworks.

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